terça-feira, 6 de outubro de 2009

Estaremos no próximo EREP!!



Estaremos (Eu e minha namorada Elaynne) no V EREP, que acontecerá de 09 a 12 de outubro de 2009 em Sobral-CE, estamos esperando um eventto bacana, com muita articulação política e muita bagunça, próxima semana postarei as fotos, as movimentações ocorridas por lá e as resenhas.

sábado, 1 de agosto de 2009

Fim de semana passado participei de uma palestra promovida pelo CRP 17 (Conselho Regional de Psicologia –RN) sobre a conferencia nacional de comunicação, muita coisa foi debatida sobre o assunto, posteriormente trarei aqui outros pensamentos gerados a partir disso, aqui trago um filme que para mim se faz básico para se iniciar qualquer discussão sobre a influência da mídia na produção de subjetividade e de alienação do povo brasileiro.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Internet: a serviço de quem?

Sem dúvidas a internet é uma das maiores invenções da humanidade, podemos ter acesso a pessoas que estão do outro lado do mundo, como por exemplo, estamos fazendo agora, ou ainda ter acesso a milhares e milhares de livros, podemos ainda conhecer pessoas e até mesmo lugares (ainda que de forma não palpáveis). A importância da internet para a humanidade é algo que não é imensurável e acredito que devemos cultivar esse mecanismo.
Não podemos entender a internet como sendo unicamente um processo a serviço do capital, a produção de conhecimento na wikipedia, por exemplo, vem romper com esse processo onde o saber é produzido pela classe dominante e “engolido” pelas demais pessoas, nesse novo molde esse conhecimento se constrói de forma horizontal e não mais vertical como tínhamos até pouco tempo.
Os e-books também são instrumentos importantes que surgem a partir da internet, aqui no blog, por exemplo, tem um e-book sobre blogs que os próprios autores disponibilizaram gratuitamente na internet, então sem dúvidas não podemos dizer que a internet serve unicamente ao capital, existem outros processos que se reinventam nesse ambiente virtual, justamente para usar o que foi inventado pelo modelo econômico dominante, contra esse mesmo modelo.
Porém esse modelo econômico (o capitalismo neoliberal) ainda é dominante e também utiliza esse espaço virtual para tentar se fortalecer, no livro "Vida para consumo", Bauman traz que se ter um perfil em um dado site de relacionamento na Korea do Sul não é mais coisa de jovem ou algum tipo de modismo, como é o Orkut aqui no Brasil, mas sim uma necessidade social. Se você vai procurar um emprego, por exemplo, as pessoas vão analisar seu currículo e seu perfil no site de relacionamento. Ele traz ainda que isso tende a se estender por todo o mundo e logo logo chegará ao ocidente.
Exemplo disso p/ nós é o uso de celulares, acho que todos aqui acompanharam o aparecimento dos telefones celulares, caríssimos no inicio, indispensáveis no presente. É praticamente inconcebível atualmente uma pessoa não ter celular, é como se os celulares fizessem parte de nossa cultura desde sempre, e não fazem, aliais são instrumentos relativamente recentes.
O capital se aproveita disso e lança toda semana o mais novo modelo de aparelho, o mais novo ídolo da telefonia móvel, e os que estão ultrapassados (esse ultrapassado é aquele celular q você comprou tem três meses) devem ir para o mesmo destino, o LIXO, para que assim a economia continue a girar.
Pensemos, se agora eu sou representado socialmente pelo meu perfil no Orkut, ou em qualquer outro site de relacionamento que seja, posso deletá-lo a qualquer momento, posso me "reinventar socialmente" a qualquer hora. Lógico esse “reinventar” vai seguir uma gama de tendências, como as impostas pelas mídias. Essa identidade se torna cada vez mais fluida ou como diria Bauman, cada vez mais liquidas.
O objetivo dessas reflexões que foram motivadas por uma discussão movimentada no grupo de Psicologia e Tecnologia que fizemos após o Conpsi, não foi trazer realidades, foi movimentar a discussão vamos continuar com ela e com outras, até porque entender esses processos nos faz ter argumentos críticos para intervir nessa realidade, como psicólogos e como sujeitos inseridos até a alma nesse contexto histórico e cultural.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Apresentação do Projeto de Pesquisa - MONOGRAFIA

Apresentamos ontem a primeira parte da monografia, o “Projeto de pesquisa”, para mim a monografia por si só não é nada, ou melhor, é apenas mais um trabalho de faculdade, o que é importante de fato é o que se vai fazer a partir dela, a nossa espero que possa iniciar uma série de trabalhos acadêmicos nessa área ainda tão escassa que relaciona a psicologia e as novas tecnologias.
A apresentação foi bacana, o professor leitor, um cara extremamente competente, pelo qual tenho muita admiração, fez pontuações de alta relevância mas foi bacana também ver que muitas das coisas que ele falou já estávamos nos programando para fazer agora no segundo semestre, assim mostra que estamos indo em um caminho legal.
Só tenho a agradecer a todos que fazem parte desse processo de construção em especial a Manu e a Danilo.
Manu eu conhecia, mas não tinha tanto contato e hoje ganhei uma amiga e uma companheira de trabalho altamente competente e compromissada, quando vejo pessoas que se conheciam há tempos brigando por causa da monografia agradeço a Deus, pois mesmo não conhecendo Manu muito bem antes da monografia estamos nos entendendo de uma forma maravilhosa.
Danilo também foi uma surpresa, não conhecíamos o trabalho dele, a metodologia, mas ele superou todas as nossas expectativas, principalmente pela inteligência e abertura para discussão, no sentido de construção de conhecimento.

domingo, 24 de maio de 2009

O Mito da Caverna - Platão


Extraído de "A República" de Platão . 6° ed. Ed. Atena, 1956, p. 287-291

SÓCRATES – Figura-te agora o estado da natureza humana, em relação à ciência e à ignorância, sob a forma alegórica que passo a fazer. Imagina os homens encerrados em morada subterrânea e cavernosa que dá entrada livre à luz em toda extensão. Aí, desde a infância, têm os homens o pescoço e as pernas presos de modo que permanecem imóveis e só vêem os objetos que lhes estão diante. Presos pelas cadeias, não podem voltar o rosto. Atrás deles, a certa distância e altura, um fogo cuja luz os alumia; entre o fogo e os cativos imagina um caminho escarpado, ao longo do qual um pequeno muro parecido com os tabiques que os pelotiqueiros põem entre si e os espectadores para ocultar-lhes as molas dos bonecos maravilhosos que lhes exibem.

GLAUCO - Imagino tudo isso.

SÓCRATES - Supõe ainda homens que passam ao longo deste muro, com figuras e objetos que se elevam acima dele, figuras de homens e animais de toda a espécie, talhados em pedra ou madeira. Entre os que carregam tais objetos, uns se entretêm em conversa, outros guardam em silêncio.

GLAUCO - Similar quadro e não menos singulares cativos!

SÓCRATES - Pois são nossa imagem perfeita. Mas, dize-me: assim colocados, poderão ver de si mesmos e de seus companheiros algo mais que as sombras projetadas, à claridade do fogo, na parede que lhes fica fronteira?
GLAUCO - Não, uma vez que são forçados a ter imóveis a cabeça durante toda a vida.
SÓCRATES - E dos objetos que lhes ficam por detrás, poderão ver outra coisa que não as sombras?
GLAUCO - Não.
SÓCRATES - Ora, supondo-se que pudessem conversar, não te parece que, ao falar das sombras que vêem, lhes dariam os nomes que elas representam?
GLAUCO - Sem dúvida.
SÓRATES - E, se, no fundo da caverna, um eco lhes repetisse as palavras dos que passam, não julgariam certo que os sons fossem articulados pelas sombras dos objetos?
GLAUCO - Claro que sim.
SÓCRATES - Em suma, não creriam que houvesse nada de real e verdadeiro fora das figuras que desfilaram.
GLAUCO - Necessariamente.
SÓCRATES - Vejamos agora o que aconteceria, se se livrassem a um tempo das cadeias e do erro em que laboravam. Imaginemos um destes cativos desatado, obrigado a levantar-se de repente, a volver a cabeça, a andar, a olhar firmemente para a luz. Não poderia fazer tudo isso sem grande pena; a luz, sobre ser-lhe dolorosa, o deslumbraria, impedindo-lhe de discernir os objetos cuja sombra antes via.
Que te parece agora que ele responderia a quem lhe dissesse que até então só havia visto fantasmas, porém que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, via com mais perfeição? Supõe agora que, apontando-lhe alguém as figuras que lhe desfilavam ante os olhos, o obrigasse a dizer o que eram. Não te parece que, na sua grande confusão, se persuadiria de que o que antes via era mais real e verdadeiro que os objetos ora contemplados?
GLAUCO - Sem dúvida nenhuma.
SÓCRATES - Obrigado a fitar o fogo, não desviaria os olhos doloridos para as sombras que poderia ver sem dor? Não as consideraria realmente mais visíveis que os objetos ora mostrados?
GLAUCO - Certamente.
SÓCRATES - Se o tirassem depois dali, fazendo-o subir pelo caminho áspero e escarpado, para só o liberar quando estivesse lá fora, à plena luz do sol, não é de crer que daria gritos lamentosos e brados de cólera? Chegando à luz do dia, olhos deslumbrados pelo esplendor ambiente, ser-lhe ia possível discernir os objetos que o comum dos homens tem por serem reais?
GLAUCO - A princípio nada veria.
SÓCRATES - Precisaria de algum tempo para se afazer à claridade da região superior. Primeiramente, só discerniria bem as sombras, depois, as imagens dos homens e outros seres refletidos nas águas; finalmente erguendo os olhos para a lua e as estrelas, contemplaria mais facilmente os astros da noite que o pleno resplendor do dia.
GLAUCO - Não há dúvida.
SÓCRATES - Mas, ao cabo de tudo, estaria, decerto, em estado de ver o próprio sol, primeiro refletido na água e nos outros objetos, depois visto em si mesmo e no seu próprio lugar, tal qual é.
GLAUCO - Fora de dúvida.
SÓCRATES - Refletindo depois sobre a natureza deste astro, compreenderia que é o que produz as estações e o ano, o que tudo governa no mundo visível e, de certo modo, a causa de tudo o que ele e seus companheiros viam na caverna.
GLAUCO - É claro que gradualmente chegaria a todas essas conclusões.
SÓCRATES - Recordando-se então de sua primeira morada, de seus companheiros de escravidão e da idéia que lá se tinha da sabedoria, não se daria os parabéns pela mudança sofrida, lamentando ao mesmo tempo a sorte dos que lá ficaram?
GLAUCO - Evidentemente.
SÓCRATES - Se na caverna houvesse elogios, honras e recompensas para quem melhor e mais prontamente distinguisse a sombra dos objetos, que se recordasse com mais precisão dos que precediam, seguiam ou marchavam juntos, sendo, por isso mesmo, o mais hábil em lhes predizer a aparição, cuidas que o homem de que falamos tivesse inveja dos que no cativeiro eram os mais poderosos e honrados? Não preferiria mil vezes, como o herói de Homero, levar a vida de um pobre lavrador e sofrer tudo no mundo a voltar às primeiras ilusões e viver a vida que antes vivia?
GLAUCO - Não há dúvida de que suportaria toda a espécie de sofrimentos de preferência a viver da maneira antiga.
SÓCRATES - Atenção ainda para este ponto. Supõe que nosso homem volte ainda para a caverna e vá assentar-se em seu primitivo lugar. Nesta passagem súbita da pura luz à obscuridade, não lhe ficariam os olhos como submersos em trevas?
GLAUCO - Certamente.
SÓCRATES - Se, enquanto tivesse a vista confusa -- porque bastante tempo se passaria antes que os olhos se afizessem de novo à obscuridade -- tivesse ele de dar opinião sobre as sombras e a este respeito entrasse em discussão com os companheiros ainda presos em cadeias, não é certo que os faria rir? Não lhe diriam que, por ter subido à região superior, cegara, que não valera a pena o esforço, e que assim, se alguém quisesse fazer com eles o mesmo e dar-lhes a liberdade, mereceria ser agarrado e morto?
GLAUCO - Por certo que o fariam.
SÓCRATES - Pois agora, meu caro GLAUCO, é só aplicar com toda a exatidão esta imagem da caverna a tudo o que antes havíamos dito. O antro subterrâneo é o mundo visível. O fogo que o ilumina é a luz do sol. O cativo que sobe à região superior e a contempla é a alma que se eleva ao mundo inteligível. Ou, antes, já que
o queres saber, é este, pelo menos, o meu modo de pensar, que só Deus sabe se é verdadeiro. Quanto à mim, a coisa é como passo a dizer-te. Nos extremos limites do mundo inteligível está a idéia do bem, a qual só com muito esforço se pode conhecer, mas que, conhecida, se impõe à razão como causa universal de tudo o que é belo e bom, criadora da luz e do sol no mundo visível, autora da inteligência e da verdade no mundo invisível, e sobre a qual, por isso mesmo, cumpre ter os olhos fixos para agir com sabedoria nos negócios particulares e públicos.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O que me levou a fazer um blog?

O primeiro post que vou colocar aqui será justamente falando sobre o que me motivou a fazer esse blog.
Eu faço psicologia e estou escrevendo minha monografia, o nosso tema (digo nosso, pois é em dupla) é sobre blogs, sobre como os escritores de blogs analisam esse processo de escrita, especificamente o processo de escrita de si nesses espaços públicos.
Fomos ao CONPSI (Congresso Norte-Nordeste de Psicologia) e lá apresentamos o trabalho: “Internet e produção de subjetividade: Dos diários aos blogs”, tivemos a honra de dividir a mesa com o professor José Carlos Ribeiro que é professor da UFBA e que estuda questões relacionadas à cibercultura.
A experiência foi muito gratificante, principalmente pelas questões que surgiram após as apresentações, que na verdade na sua grande maioria não foram dúvidas e sim um grande debate, que foi finalizado, infelizmente, pela questão do tempo, porém raízes ficaram. Pude ter o prazer de ver, ali reunidos naquela sala, pessoas das mais diversas partes do Brasil, que estudam ou são formados em psicologia e que se interessam por temas relacionados com psicologia e novas tecnologias, foi criado um grupo virtual para contatos e discussões sobre essa temática tão nova e tão pouco debatida no mundo psi, que posteriormente, com o consentimento dos membros do grupo, posso estar divulgando o endereço aqui.
É ai que chegamos à criação desse blog, pensei que a criação dele poderia ajudar a postar arquivos e outros trabalhos que estou lendo, para que as pessoas que se interessam por essa temática possam encontrá-los mais facilmente, lógico que provavelmente em alguns momentos eu irei postar também outras coisas quem me inquietem ou que eu ache bacana expor, mas o motivo que me leva a iniciar esse blog é esse que expus agora, espero que nossas pesquisas possam ajudar aos visitantes.